Blog de João Augusto Oliveira


POBRE PARÁ, PARÁ POBRE!
 


Pará, há anos que vens sendo espoliado, logrado e enganado.
Espoliado, quando levaram daqui tua borracha, juta, malva, madeira, sementes oleaginosas; quando acabaram com a grande frota da tua navegação, com a Estrada de Ferro de Bragança e, considerando os “bravos” Catalinas ultrapassados, estes daqui também foram retirados. Antes ainda retaliaram o teu território em território federal: “tudo pelo progresso”. De saída, o Pará perdeu o Amapá, não recebendo um “tostão furado”. Ressalte-se, ainda, que do Pará já haviam levado todo o ouro de Calçoene, aliás, assunto muito pouco lembrado.
Logrado, porque tudo ocorreu sorrateiramente sem que a população de então – hoje com a terminologia pomposa de sociedade civil organizada – tivesse sido “ouvida” ou “cheirada”. Eras mero ponto de apoio aos interesses nacionais e internacionais.
Enganado, porque, dada a fragilidade do teu poder político e de arregimentação, não terias capacidade de reação, em curto prazo, de reverter a situação que se instalara. Os fatos se consumaram.
Contrariando o dito popular de que a sorte só vem uma vez, eis que, exatamente no Pará, chega uma segunda vez, com a bauxita em Oriximiná, o caulim no Jarí, o ouro no Tapajós e em Serra Pelada, o ferro em Carajás. Magnífico! Certamente, as coisas iriam mudar pra ti, Oh Pará! Sobretudo porque também se erguia a maior hidrelétrica nacional, a de Tucuruí, em teu território. Felicidade completa!
Vã ilusão! Para o Pará e pelo Pará “necas”. Verdade? Claro que sim!
Como nenhuma obrigatoriedade há para os “exploradores”, visando integrar essas riquezas no contexto das dificuldades e agruras do povo, mais uma vez, Pará, ficaste a olhar tristemente, como diria o poeta, “vendo a banda passar”.
Das grandes jazidas de bauxita e caulim, já em fase adiantada de extração, ficarás mesmo só com os “buracos”, aliás, como ficou o Amapá – outrora pertencente ao Pará – com os do manganês.
O ouro do Tapajós e Serra Pelada.
Itaituba passou a ter a maior movimentação de aeronaves/dia, assim informavam os órgãos de divulgação de todo o Brasil. O governo federal imediatamente traçou “planos” e “estratégias” para a grande transformação que sofrerias e toda a região. Credenciou agentes para compra de ouro etc. etc. Foi uma “febre”.
Claro que esta movimentação toda, para o Brasil, não deveria causar qualquer tipo de regozijo exagerado, haja vista que, desde seu período de colônia, sempre foi a “terra do ouro” – os colonizadores que o digam – com o povo pobre e sacrificado.
E Serra Pelada? Um gigante monolítico indescritível – assim diziam – todo de ferro e ouro. Tudo seria explorado facilmente que até com as mãos o ouro seria apanhado, como areia. Verdadeiras multidões de homens, mulheres, jovens, velhos e crianças para lá foram, para se incluir naquela paisagem de verdadeiro “formigueiro humano”, em busca do cantado El Dourado, perseguido por todos os povos há milênios, lembrando até os escravos da Babilônia.
E o que te restou Pará? Quando “exauridas” tuas jazidas, enriqueceste no obituário, na prostituição, falências, lares desfeitos, doenças, rios poluídos, etc.
Carajás. Ferro para abastecer o mundo. Estarias, Pará, com a situação em tuas mãos, apregoavam. Não tinhas somente as minas, como também terias indústrias e o maior porto graneleiro do mundo.
O porto a gente sabe onde está, e o ferro gusa virou coisa “gozada”. Melhor esquecer, pois ninguém vai arrancar os trilhos da estrada de ferro rumo a Itaqui, no Maranhão, tal qual fizeram com a tua Estrada de Ferro de Bragança.
Mas a desdita ainda não terminou.
Lembras quando se discutia os 4 ou 5 anos de mandato para o presidente? Numa calma e morna noite de 1988, se não falha a memória, o próprio anunciou ao Brasil e ao mundo que, no Marajó, precisamente em Breves, tinha sido descoberto uma jazida petrolífera talvez apenas comparada à existente no Mar do Norte e, em consequência, lhe foi conferido o quinto ano de governo. 
Onde está, Pará, esta jazida? Existe, ou não?
Registre-se, com propriedade, o episódio histórico na segunda interventoria de Magalhães Barata. Em fevereiro de 1943, ele foi chamado a capital, ainda no Rio de Janeiro, para despachar com o presidente Getúlio Vargas, no Palácio do Catete. Lá chegando, teria havido o seguinte diálogo entre os dois: 
- “Interventor, chamei-o aqui para informar que o Pará doravante irá ter um gigantesco progresso!”.
- “Como assim Excelência?” Disse Barata.
- “É que vamos explorar as grandes jazidas de manganês que “repousam” no subsolo do Amapá”.
- O Interventor muito alegre, respondeu: - “Isso é o que mais nós desejamos, pois, assim, aquela terra e aquela gente vão ter oportunidade de ver o surgimento de indústrias, comércio e atividades afins, que, certamente, florescerão em torno da região” (não “existia” o termo agregação de valores, agora muito em moda). 
O Presidente continuou: - “Excelência Interventor, quero esclarecer que todo o minério será exportado “in natura”, pois, temos que cumprir compromissos externos com o fortalecimento de nossa balança comercial, logo, não há previsão, no momento, dessa derivação de atividade”. 
Barata observou respeitosamente: - “Vossa Excelência é o Presidente e pode fazer o que achar de melhor para o Brasil, mas, creia que sou contra essa iniciativa, nesses moldes, por não vislumbrar nada em favor da região, que deveria estar em primeiro lugar. Mas, Vossa Excelência é quem manda, arrematou Magalhães Barata”. 
Em setembro do mesmo ano o Presidente Vargas criava o Território Federal do Amapá, dando, assim, a primeira “bocada” no Pará. O tempo mostrou que Barata estava certo. E assim, Pará, nós continuamos como a terra do “Lave e Leve!”.


Escrito por João Augusto Oliveira às 20h01
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Escrito por João Augusto Oliveira às 16h49
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É Natal!
Estamos sentimentais e caridosos pela passagem desta festa considerada como a data do nascimento de Jesus Cristo, que veio para redimir a humanidade de seus pecados.
Então, vamos orar e pedir não só que tenhamos uma Feliz Noite de Natal, mas que recebamos a graça maior de sermos sempre fraternos, humildes, amando ao próximo, bondosos, honrados e respeitando aos ensinamentos de Jesus, e vivendo assim, realmente um Feliz Natal!
Viva Jesus Menino! Que sejamos também misericordiosos!

João Augusto e família a todos os amigos e familiares.



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h49
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Alerta!

ATENÇÃO. ORIXIMINÁ!!!
Lamentando profundamente o grave e lastimável acontecimento ocorrido na área de Mariana - Município de Minas Gerais - com o rompimento de represas de contenção de rejeitos de uma mineradora, destruindo quase tudo encontrado pela frente, pior ainda, causando mortes de trabalhadores e habitantes. Uma catástrofe. E como sempre, a "comoção" das autoridades e empresários do setor de mineração tarde chega. Onde está o Governo para fiscalizar a exigir segurança e a tranquilidade da população? Tenho me lembrado muito de nossa querida ORIXIMINÁ. Será que tem havido fiscalização na segurança dos tanques dos rejeitos, que Deus nos livre, que podem também vir a "arrebentar" sobre os rios e lagos, sobretudo sobre o nosso Sapucuá? Não desejamos alarmar, mas a nossa vigilância e imprescindível



Escrito por João Augusto Oliveira às 02h13
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CPI - como punir implicados?

 

 

 

Sem dúvida alguma, as letras CPI talvez sejam mais conhecidas e populares junto aos mais diversos segmentos da sociedade brasileira, graças à ação das nossas Casas Legislativas, que no uso de suas atribuições legais, tem lutado em desvendar negócios escusos e altamente prejudiciais ao erário, afora mostrar a Nação tipos de gente travestidos de empresários, banqueiros, políticos, funcionários (altos) públicos etc., etc., que na realidade não passam de desprezíveis e grotescos meliantes, pós-graduados em rapinagem.

tratantes, bastante tratantes para conduzirem-se como gente, proclamava Napoleão. Aqui se retrata a dificuldade em se colocar a mão em certos tratantes, o que, aliás, não é competência do Legislativo e a ação da Justiça, no final, tem que se ater as provas apresentadas no processo.

Claro que os leigos na difícil ciência do Direito, imaginam que o final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPl) ensejaria que as celas de nossas cadeias (já superpovoadas de peixes miúdos) ficassem repletas dos envolvidos nos escândalos, mas infelizmente não é bem assim. Não diríamos que seja complicado, mas o procedimento é estritamente técnico, na forma, aliás, da Lei.

Conclui-se, no entanto, que o Brasil luta bravamente, desesperadamente para apontar à Nação, seus criminosos, seus comparsas e os seus beneficiados para vê-los punidos, não apenas com a simples perda do cargo ou mandato.

Não melhorou? Claro que sim! Agora praticar uma injustiça a um só que seja, implica em ameaças para todos, já nos ensinava Montesquieu. Portanto, vamos até o final e durante este tempo, que não será pouco, o bom é que a Nação toda se conscientize e já não mais aceite conviver com embusteiros, alguns até dando murros em cima de mesas (para impressionar as trouxas), se bem que longe daqui.

Devemos sim aprimorar e modernizar nossa legislação para que as letras iniciais CPI (de inquérito) não sejam traduzidas Como Punir Implicados, mas que sejam traduzidas como Condenados Por' Improbidade - CPI.

  Publicado pelo autor em 03 de abril de 1997. no jornal A Província do Pará, em Belém-Pa

 

Blog joaoaugustooliveira.zip.net        e-mail: joao.aoliveira@globo.com



Escrito por João Augusto Oliveira às 21h19
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Luzes de Belém

"Que estas luzes, cheguem a todos os teus filhos, oh Maria, e com elas tuas bençãos e que permaneçamos orando juntos por uma vida de muito amor, fé, e de confiança absoluta em teu filho Jesus".



Escrito por João Augusto Oliveira às 12h00
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Mensagem Círio de N. Sra. de Nazaré 2015

 

Amigas e amigos queridos, elevemos nossas orações, para que tenhamos muitas alegrias, paz em Cristo e que N. Sa. Nazaré interceda pela harmonia e amor entre os povos.

Peregrinos, sejam bem-vindos!



Escrito por João Augusto Oliveira às 15h18
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Projeto de lei sobre Cassinos

PROJETO DE LEI SOBRE CASSINOS NO BRASIL


 

Enquanto hoje, estão propondo a legalização dos jogos de azar no Brasil, já em 1986, quando estive no cargo de Deputado Federal, apresentei este projeto que foi desconsiderado.

Isto serve apenas como registro da história.

Em vez de voltar com a cpmf nefasta, hoje, esta seria uma fonte muita válida para aumentar a arrrecadação federal e sanear alguns problemas sociais.




Escrito por João Augusto Oliveira às 14h08
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CREIO
 
Creio em ti meu Senhor e meu Deus
Essa crença inquebrantável me fortalece
na verdade na honradez e dignidade
 
Creio que Nos criaste a tua imagem e semelhança
Pare sermos o instrumento da tua vontade
não enveredando pelos tortuosos caminho da vida.
 
Creio em Ti meu Senhor e meu Deus
que nos ensina a não usurpar
o que pertence ao alheio
 
Que os irmãos que sofrem a penúria
das misérias humanas
tenham nossa empatia
 
Que deste o exemplo de não escalar
os falsos degraus da glória efêmera
lembrando que os necessitados, enganados e oprimidos
são os Teus escolhidos
 
Creio! Creio! Senhor que estás ao lado
de todos e tudo está ao teu alcance
para a vitória do Bem sobre o Mal
 
Pela grandeza da raça humana que
tu a colocaste sobre este planeta
para refletir a Tua Glória
e não a iniquidade do Mal

João Augusto de Oliveira



Escrito por João Augusto Oliveira às 00h17
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Depois de começar a assistir a mini-série da Globo sobre Serra pelada e todas as mazelas que a região sofreu por sua instalação, lembrei-me que 1986, quando do meu discurso na Camara Federal, eu já alertava sobre um possível problema que haveria por falta de estudos de impacto no meio ambiente e suas possiveis consequências para a população da Amazônia, e que reproduzo na íntegra agora.



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h04
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Fatiando o tempo - Drumond

O Tempo (Carlos Drummond de Andrade)

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um individuo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante tudo vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado,
o amor esperado,
a esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida,
todas as alegrias que puder sorrir,
todas as músicas que puder emocionar.

Para você, neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família seja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...

Então desejo apenas que você tenha muitos desejos,
desejos grandes.

E que eles possam mover você a cada minuto
ao rumo da sua felicidade."

Um feliz ano novo é o que desejo a você e sua família.

João Augusto de Oliveira



Escrito por João Augusto Oliveira às 20h38
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398 anos da Maravilha da Amazônia

A MARAVILHA DA AMAZÔNIA: BELÉM DO PARÁ

És maravilhosa Belém. Igual a ti não há. Meu amor por ti é grande e vem de muito longe. Ainda nem te conhecia e lá na minha eterna Oriximiná, que com ela divido esse amor, já te imaginava como eras, na mente de um garoto sonhador, que de lá tão distante, em pleno setentrião desta pátria amada, já fazia tua "imagem" pelas descrições que meu velho pai fazia de ti.
Aqui cheguei e tudo foi encaixando dentro do que tinha imaginado. Tuas mangueiras frondosas (agora nem tanto), sempre amenizando este bendito calor. Calor tão grande só menor que o calor advindo do fantástico povo que aqui reside e que recebe à todos com um carinho do tamanho de tuas dadivosas chuvas que caem em tuas lindas tardes.
Não vamos na data de teu aniversario de 398 anos, falar das nossas agruras, quero apenas te dizer que te amo Belém, terra abençoada, onde meus sonhos se concretizaram.
Viva Belém! Que ganhes mais amor e carinho deste teu povo.
João Augusto de Oliveira



Escrito por João Augusto Oliveira às 21h34
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Minha mensagem de Natal e de fim de ano

Sob as bençãos de Deus, queremos desejar à todos os nossos queridos amigos, familiares, colaboradores e todos os que conosco conviveram durante este ano que finaliza, os nossos sinceros votos de que 2014 seja uma permanente profissão de fé nos designos divinos para que possamos cultivar cada vez mais a humildade, praticar a caridade, e espalhar amor e muita fé para assim continuar a receber tudo àquilo que por Ele nos for destinado.

 

São os votos de João Augusto de Oliveira e família.

Belém, 11 de dezembro de 2013



Escrito por João Augusto Oliveira às 20h37
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Mensagem do Cirio 2013


Maria,
Teu nome é a expressão mais sublime dos cristãos que tanto confiam em ti como intermediadora entre seu povo e Teu Filho Divino Jesus Cristo. Como Mãe, tu és a todo instante solicitada a fazer chegar as nossas preces junto ao Salvador. Só chegaremos ao Pai através do Teu Filho. E é assim que as multidões se avolumam a cada ano nesta grande peregrinação levada a efeito em Belém do Pará, terra onde o caboclo Plácido encontrou tua  imagem e fez com que a crença de que Tu vieste até este setentrião do Brasil, pelas mão simples daquele irmão, para redimir e proteger o povo desta terra, que angustiado, a cada dia pelos graves problemas que enfrenta na sua vida material com reflexos negativos na sua vida espiritual, confia que Tu és a medianeira e estamos certos que vieste e continuas conosco para minorar todos os sofrimentos do corpo e da alma que nos atormentam. Só Tu Maria, sabes e não esqueces o quanto é dificil a vida dos bravos homens e mulheres da Amazônia que vêem em ti o bálsamo lenitivo que não só nos dá esperança como a certeza de que Jesus morreu por nós e veio para nos redimir. Abraça-nos, Maria de Nazaré e afasta de nós as doenças, as misérias, as injustiças, a fome, o desespero, ilumina os governantes e nos coloca no patamar de poder ser realmente filhos de Deus. Viva o Círio de Nazaré! Viva Jesus Cristo! Viva Maria! Abençoa-nos agora e até na hora de nossa morte.
 
Mensagem de João Augusto F. de Oliveira e família
 

 

Belém, outubro de 2013.



Escrito por João Augusto Oliveira às 20h07
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1953 - Relembrando o ano de minha chegada a esta cidade maravilhosa, que me acolheu de braços abertos. Meu primeiro emprego foi de Aprendiz de balcão, indicado pelo meu saudoso irmão Raimundo Oliveira.



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h42
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