Blog de João Augusto Oliveira
   
 
   



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Capa do novo livro de João Augusto de Oliveira que já está na gráfica para impressão. Em breve será lançado.



Escrito por João Augusto Oliveira às 15h38
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Escrito por João Augusto Oliveira às 17h47
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Capa do livro, Plenitude - 1. vol, recém-lançado, pelo oriximinaense João Augusto de Oliveira.

 

 



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h27
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CPI - como punir implicados?


Por João Augusto Oliveira

Sem dúvida alguma, as letras CPI talvez sejam mais conhecidas e populares junto aos mais diversos segmentos da sociedade brasileira, graças à ação das nossas Casas Legislativas, que no uso de suas atribuições legais, tem lutado em desvendar negócios escusos e altamente prejudiciais ao erário, afora mostrar a Nação tipos de gente travestidos de empresários, banqueiros, políticos, funcionários (altos) públicos etc., etc., que na realidade não passam de desprezíveis e grotescos meliantes, pós-graduados em rapinagem.
“Há tratantes, bastante tratantes, para se conduzirem como gente honesta” proclamava Napoleão. Aqui se retrata a dificuldade em se colocar a mão em certos tratantes, o que aliás não é competência do Legislativo e a ação da Justiça, no final, tem que se ater as provas apresentadas no processo.
Claro que os leigos na difícil ciência do Direito, imaginam que o final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPl) ensejaria que as celas de nossas cadeias (já superpovoadas de peixes miúdos) ficassem repletas dos envolvidos nos escândalos, mas infelizmente não é bem assim. Não diríamos que seja complicado, mas o procedimento é estritamente técnico, na forma, aliás, da Lei.
Conclui-se no entanto, que o Brasil luta bravamente, desesperadamente para apontar a Nação, seus criminosos, seus comparsas e os seus beneficiados para vê-los punidos, não apenas com a simples perda do cargo ou mandato...
Não melhorou? Claro que sim! Agora praticar uma injustiça a um só que seja, implica em ameaças para todos, já nos ensinava Montesquieu. Portanto, vamos até o final e durante este tempo, que não será pouco, o bom é que a Nação toda se conscientize e já não mais aceite conviver com embusteiros, alguns até dando murros em cima de mesas (para impressionar as trouxas), se bem que longe daqui.
Devemos sim aprimorar e modernizar nossa legislação para que as letras iniciais CPI (de inquérito) não sejam traduzidas Como Punir Implicados, mas que sejam traduzidas como Condenados Por Improbidade – CPI.


Escrito por João Augusto Oliveira às 13h22
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Arquivo João Augusto

Oriximiná, 1963. Prefeito João Augusto despachando em seu gabinete.

Oriximiná, 1963. Prefeito João Augusto com Ex-Prefeitos, respectivamente: Guilherme Guerreiro, João Guerreiro, Vice-Prefeito Raimundo M. Figueiredo e o Contador Cláudio Monteiro plantando árvore, Jambeiro, na Praça Santo Antônio, frente da Prefeitura - Prédio Pe. José Nicolino - Em comemoração ao dia da Árvore. Vê-se aos fundos, estudantes.

Igarapé do Lago São Marcos - Costa do Boto, 1965. Em uma rotineira visita do Prefeito João Augusto ao inteiror do município de Oriximiná.

Oriximiná, década de 1940. Primeiro mercado público da cidade, às margens do Rio Trombetas - Av. 24 de Dezembro.

 

 



Escrito por João Augusto Oliveira às 21h10
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Belém do Pará - A Grandiosa

Belém do Pará -  A  Grandiosa

 

                Estive visitando diversos pontos desta querida cidade. Foi um passeio cheio de forte sentido de recordações e saudade. Durante o passeio me veio à mente, não só o que vi no primeiro dia em que aqui cheguei, no iniciar da década de 50, como também as descrições ouvidas de meu pai, lá no Sapucuá, lindo lago de Oriximiná, Pará, onde nasci.

                Pelo que ouvi e pelo que vi, agora concluo que realmente Belém é uma terra grandiosa com forte carga energética, onde talvez esteja a resposta heróica para a força do povo que a habita. É uma gente formidável, que a cada dia se regenera e se recarrega para a luta diária e para a vida, resultando nesta terra onde se tenta conseguir sempre derrotar as peias de todos os cantos e da forte dose preconceituosa herdada e ainda alimentada por poucos, felizmente.

                Mas qual! Quem tem uma vida ligada à natureza, presente de maneira fantástica pela abundância das nossas águas e florestas, de onde recolhemos tanto alimentos, não pode e nem deve se acovardar. Habitante da floresta, é o que somos, é ser intrépido e arrojado. Sabe o papel que representa para o Brasil e para o mundo, porque sabe que é parte integrante desta grandiosa terra.

                Quem ainda não apreciou o delicioso cupuaçu, bacurí, açaí, bacaba, tucumã, uxi, jaca, mari-mari, graviola, piquiá, patauá, abricó, e saboreou o tucunaré, tambaqui, pirapitinga,  filhote, pacú, acarí, pescada, tamuatá, matrinchão, traíra, surubim? e uma boa piranha? Assim como se pergunta quem ainda não apreciou o pato no tucupi, àquele tacacá e assistiu o Círio de N. Sra. de Nazaré ou a ele se integrou? Também ninguém. E quem não conhece o Ver-O-Pêso?

                Não estará nessa igualdade, a união do belenense e sua integridade de idéias, a grande magia do povo, que mesmo vítima de enganos, tem sabido lutar e vencer a tudo e a todos. Assim é esta Belém, que dorme às vezes desanimada e triste, mas que renasce com a alvorada e abençoado com o belo sol do equador, já no aguardo das frescas noites que a todos envolve de uma paz interior fantástica, mesmo à sombra da insegurança que a cada instante mais nos afronta.  Deus é maior que todos os dissabores que nos atormentam e com a nossa fé inquebrantável em N. Sra. de Nazaré continuamos o dia seguinte, nos protegendo do forte calor, ora saboreando um delicioso sorvete ou nos encobrindo das intempéries sob nossas frondosas mangueiras.



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h58
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O novo Estado - Tapajós?.

Já vir denominado como "Tapajós" tendo como capital "Santarém". Quem decidiu? A Assembleia Legislativa? Não! Ao que se sabe não houve nenhuma consulta sobre nomes,  verdade?

Já nasceremos recebendo "prato feito"?  Concordamos com tudo. Mas, porque não Estado do Rio Mar ou do Baixo Amazonas? Não seriam mais abrangentes? E a Capital Santarém, (nada contra a nossa querida Santarém) há consenso? Se for pelo fato de ter ligação (ainda precaríssima) com o Centro e Sul do País, poderemos contra argumentar que Oriximiná e todos os demais Municípios à margem esquerda do Rio Amazonas  são limítrofes com as antigas Guianas cujas fronteiras continuam totalmente desguarnecidas, existindo apenas uma referencia que é Tiriós, salvo engano.  Aliás, sobre isto eu fui entrevistado em 1963, por jornais de São Paulo e pela saudosa Folha do Norte e até hoje, podemos até mesmo dizer graças a Deus, a vasta região fronteiriça continua com a sua flora e fauna, seus campos gerais intocados, até seu subsolo ainda é inexplorado, salvo uma lasca deixada nas terras já do Amapá, naturalmente que as “pesquisas” de gente que vem de longe, correm soltas.

Nessa área sim, é que deveria ser localizada a futura Capital moderna e dando, na sua estruturação, exemplo de respeito à natureza, sustentabilidade sem agressão e danos à natureza, etc., Sobre meio ambiente, aliás, eu pouco entendo, já que conheço mesmo é TODO O AMBIENTE,  Assim haveria a ocupação efetiva de uma imensa  área  do setentrião  pátrio,  riquíssima e fazer surgir um núcleo que nos orgulharia e serviria de exemplo.

E Óbidos, porque não? Ficaria bem central para todos. Não devem conhecer a sua história, sua localização, a sua vigor intelectual e patrimônio histórico, razão da sua forte presença na literatura e  cultura do Brasil, tendo inclusive dois dos seus inesquecíveis filhos, como fundadores da Academia Brasileira de Letras do Brasil: José Verissimo e Inglês de Souza. e a importância de Óbidos para o Pará e Brasil. Bem, falar sobre Óbidos desde o povoado Pauxis é algo de fantástico.

Que venha outro Estado, mas sem ficarmos excluídos (usando o termo em moda) do que se pretende fazer e a participação dos Municípios à margem esquerda do grande Rio Mar. O nosso desejo, está simbolicamente representado pelo que se conhece como a garganta do Amazonas, precisamente em frente de Óbidos. É esta “garganta”, que está seca de “engolir” tantas promessas, ainda podemos até mesmo lembrar que Óbidos tem a denominação de antigas fortificações como Serra da Escama, o que tão bem representa para a nossa região, as escamas que ficam dos nossos “peixes” que também são alvos de “estrangeiros”. Estamos alerta!



Escrito por João Augusto Oliveira às 14h26
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Há 15 anos publiquei, a matéria abaixo que trazia a seguinte chamada na edição de 18 de agosto de 1996 do Jornal Voz de Nazaré:

 

 

“Os leitores devem dar olhada no artigo do jornalista João Augusto de Oliveira, (Círio de Santo Antônio), que a partir de agora passa a colaborar com as edições da Voz de Nazaré. Além de jornalista “sem diploma”, e católico praticante, o nosso colaborador, que é natural do lago Sapucuá, Município de Oriximiná é advogado (OAB/Pa – Inscrição J-284) e “relações púbicas”, com vários cursos de aperfeiçoamento e extensão em Belém e alguns estados da Federação, além de ex-deputado estadual, federal e 1º suplente de Senador. João Augusto é membro da Academia Paraense de Jornalismo, membro do Conselho Diretor da Sucesu/Pa e atualmente exerce as funções de diretor-presidente da Loteria do Estado do Pará. Seja Benvindo”.

 

Círio de Santo Antônio

 

 

Oriximiná-Pa, nossa querida terra, no primeiro domingo de agosto de cada ano, assiste talvez um dos eventos mais expressivos de fé católica, com a realização do Círio fluvial em homenagem a Santo Antônio padroeiro do município e do seu povo.

Neste ano de 1996, realizado foi o 50º Círio, ou seja, completou Bodas de Ouro, um magnifico acontecimento. Milhares de fiéis se deslocam até a cidade de Oriximiná, a “Princesa do Trombetas”, para cultuar, reverenciar Santo Antônio e assistir a festa do Círio que é extraordinária!

Sábado, véspera do Círio, os fiéis promovem a transladação da imagem até a Capela do Aimim, no Rio Nhamundá, a pouca distancia da Cidade. De lá, no domingo, a partir das 18:00hs, sai a procissão fluvial, com dezenas de embarcações caprichosamente ornamentadas, que encantam até aos mais exigentes críticos.

Dando partida, a procissão traz a sua frente a mais bela e mais bem ornamentada embarcação, conduzindo a imagem de Santo Antônio. É alguma coisa de espetacular. No crepúsculo do dia, a multidão que se aglomera na orla da cidade, começa a divisar as luzes das embarcações que saindo do rio Nhamundá, bem em frente da cidade, começam a navegar já em águas do Rio Trombetas, ocasião em que são soltadas as “barquinhas” velas  sob pedaços de madeiras com cercaduras de papel colorido, formando assim, para quem está a frente a cidade, a visão de uma toda iluminada, a margem oposta do rio Trombetas, É belo! Magnífico!É um espetáculo tocante.

Toda esta beleza, graças a ornamentação caprichosa recebida pelas embarcações feita com muito esmero, criatividade e dedicação, parte de um grupo de oriximinaenses, com grandes pendores para as artes, que com muitas abnegação, fé e amor à terra, se doam integralmemente para este grande acontecimento, que se destina a homenagear o glorioso Santo Antônio.

Tomando o Rio Trombetas de embarcações ornamentadas e de milhares de “barquinhas” iluminadas, ao sabor da correnteza das plácidas águas do rio, formando está, todo o imaginário e todo o tributo de um povo, ao seu padroeiro, que é venerado desde a fundação da cidade.

Padre José Nicolino de Souza, filho do Município de Faro, quando subiu o Rio Trombetas fundou com o nome Santo Antônio do Uruá Tapera, dia 13 de junho de 1877, um povoado, depois elevado à vila e posteriormente a Municipio, com o nome de Oriximiná. Santo Antônio assim. é nosso padroeiro e protetor desde o nosso surgimento.

Sob cânticos, orações, sons de bandas musicais e vivas Santo Antônio, o povo se comprime na Rua 24 de Dezembro, frente para o Rio Trombetas homenageando a Santo Antônio, que também em Oriximiná é de grande popularidade.

Os fiéis nas embarcações e os que estão em terra, se confundem não só no sentido de religiosidade e fé cristã, mas também estupefata fica com tanta beleza.

Agora, entram também os fogos de tiros e cores, soltados das embarcações e da cidade, enquanto a procissão fluvial faz evoluções para a atracação. É lindo! É magnífico! Égrande e maravilhosos.

Enquanto isso a “cidade iluminada” representada pelas “barquinhas”, soltas ao longo do Rio Trombetas, vagarosamente, descem o rio com a pouca correnteza, graças ao vento “terral” desta época do ano.

Atracadas as embarcações, misturam-se os fiéis que desembarcam e os que estão ávidos em terra esperando e é formada a procissão, que com grande multidão, percorre ruas, levando Santo Antônio, o milagreiro, casamenteiro, achador de coisas perdidas, etc... como queiram, mas o amigo inseparavél de Jesus que vai até a Praça Santo Antônio, onde está a Igreja Matriz, para a missa campal celebrada pelos nossos dedicados padres, que em palavras sempre oportunas e fluentes, transmitem ao povo a palavra de Deus, as Boas Novas do Evangelho.

Durante 15 dias, os festejos em homenagem a Santo Antônio continuam. Mas a marca maior mesmo, é a deixada pelo Círio. Somos daqueles que teve a ventura de assistir a quase todos nestes últimos 50 anos, inclusive o de 1964, quando inaugurei a Praça Santo Antônio cujo a festa presidi. E a cada ano o Círio é mais bonito, deslumbrante que o do ano anterior. Que Santo Antônio continue a proteger Oriximiná e seu povo, abençoando e afastando da querida terra todos os males. Viva Oriximiná! Viva Santo Antônio! Viva o Povo de Deus!



Escrito por João Augusto Oliveira às 18h11
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SINTO VERGONHA DE MIM

Republico aqui, a linda poesia de Cleide Canton que traduz com tristeza a que ponto chegamos. Este poema circula na forma de slide dando crédito a Rui Barbosa, mas na verdade dele  apenas a citação no final é de sua autoria.

SINTO VERGONHA DE MIM

Cleide Canton
http://www.paginapoeticadecleidecanton.com/sintovergonha.htm

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!


***

"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".

(Rui Barbosa)



Escrito por João Augusto Oliveira às 21h40
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Belém querida, um grande abraço, pelos teus 395 anos "Nequaquam Mínima Est- De modo algum és a menor", Parabéns deste oriximinaense que recebeste de braços abertos

João Augusto Oliveira



Escrito por João Augusto Oliveira às 18h05
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ORIXIMINAENSE É O NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA!

João Augusto Oliveira
Notícia boa para começar o ano. João Augusto Oliveira, ex-prefeito de Oriximiná e candidato ao Senado pelo PSOL nas ultimas eleições assumirá a presidência do Conselho Estadual de Cultura. Mais um título merecido que se agrega ao extenso currículo de João. Parabéns do Blog!!!
Breve Currículo - Nascido em Oriximiná, Lago Sapucuá (1936), no Baixo-Amazonas, possui longa trajetória na luta política paraense. Foi prefeito de Oriximiná (1963-1966), deputado estadual por dois mandatos (1967/1971 - 1975/1979), Presidente em exercício da A. Legislativa, Deputado Federal e 1º suplente de senador (1995-2003).
Advogado e Relações Públicas, João Augusto é membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Literária Interiorana, ocupando a cadeira de nº 14, da Comissão Paraense de Folclore, atual Centro Paraense de Estudos de Folclore, além de ocupar a cadeira Nº 35, como sócio efetivo, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará.
Retirado de: Blog do Ariuca


Escrito por João Augusto Oliveira às 17h59
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EspocaBode - O inicio

Reconto aqui esta crônica, para registrar a alteração do layout de meu blog. Espero que esteja do agrado de quem o visita. Abraços

ESPOCA  BODE

 

 

 

           Os Municípios do Baixo Amazonas, sempre primaram pelo fabrico de especial farinha de mandioca. Mas, a que era importada de Belém, que lá chegava adquirida por castanheiros, seringalistas, etc. para abastecer os extratores que trabalhavam na mata, os quais não dispunham de opções, deixava muito a desejar. Era por nós conhecida como farinha seca. “Ruim” mesmo, só consumida em raras ocasiões, na falta absoluta da nossa.

 

Ocorre que, nos primeiros anos da década de 60, a região experimentou uma das maiores estiagens. Oriximiná então, não chovia quase nada. Logo a safra da mandioca, passou a ser aquém das nossas necessidades, com o que a produção da saborosa farinha, foi duramente atingida, causando sérios problemas na cadeia alimentar da população.

Todos reclamavam, fazendo com que a Prefeitura Municipal, entre outras medidas, proibisse a saída da farinha local, numa tentativa de reter toda a escassa produção, para atender primeiro Oriximiná. Pouco ou nada adiantou. O problema se agravava e a Admistração Municipal, teve então que comprar, em Belém, a até então “farinha ruim”, que chegando a Oriximiná, foi de certa forma, recebida com alegria.

No outro dia, logo cedo, foi iniciada a venda para a população, no Galpão do Trapiche Municipal. Apenas 2 litros para cada um, até que chegasse a outra embarcação que traria mais farinha.

Ocorre que, algum espirituoso conterrâneo, resolveu “jogar farofa” na aparente saída “vitoriosa“ do Prefeito, que era este pobre escriba: farinha espoca bode! Dizia em altas vozes o amigo (não seria da onça?), que completava: não existe nenhuma vantagem, trazer para Oriximiná, essa “mardita” – “mardita mesmo”, essa farinha espoca bode.

Aí começou a maior gozação, chamando de ”espoca bode” a todos os que adquiriam o produto. Posteriormente, ultrapassando as fronteiras do Município, o termo passou a designar os oriximinaenses, disseminando-se, sobretudo em Obidos, município com maior contato com os já “espoca bodes”.

No entanto, a história tem origem à bordo do “Barão de Cametá”, saudoso navio que formava a frota dos ”gaiolas”, que navegam ligando todas as nossas cidades, de Belém x Manaus, sendo que uns iam até ao Acre. No referido barco tinha um bode, que era “cria” da tripulação e fazia todo o percurso da embarcação. Em Faro, segundo contavam, o animal conseguiu furar um saco da farinha ida de Belém e comeu bastante e logo em seguida, com sede, bebeu muita água. E ai? O inacreditável teria ocorrido: o bode explodiu. Isto mesmo, explodiu. Assim desqualificavam a farinha de Belém, atribuindo a ela, pela má qualidade, até o “poder” da “explosão” do bode.

A primeira “vítima” que passou a ostentar o apelido, como não poderia deixar de ser, foi o responsável pela compra da farinha em Belém, que era o Prefeito, desde então passei a ser chamado de Prefeito “espoca bode”.

Era a maior caçoada, sobretudo quando a gente chegava em Óbidos. E quando tinha algum amistoso futebolístico, dava pra gente achar muita graça. Em uma ocasião, assistindo uma partida entre Oriximiná x Obidos, no Estádio General Rego Barros, um pouco antes do inicio do jogo, não é que um “gozador” entrou, puxando pelo meio do Campo, um enorme bode, arranjado sabe-se lá onde. Imaginem só!

De outra feita, iniciava a campanha eleitoral de 1966, sendo eu um dos candidatos a Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Em Oriximiná, para os “contrários”, eu era o “ESPOCA BODE” e nos demais Municípios também. Levando tudo na gozação, resolvi explorar politicamente o apelido.

No primeiro comício que fiz em Óbidos, onde sempre me foi dispensado muito apreço e consideração, estava eu falando em frente da casa do saudoso ex-Prefeito Lucas Menezes, quando no fervor da falação todos silenciosamente ouvindo, eis que se ouve aquela voz grave e forte, do meio da multidão gritando: Cala a boca espoca bode! Olha, foi uma risada só. E eu, passado aquele momento de surpresa, achando muita graça, falei: amigo querido, espoca o bode e outros bichos, mas espoca também as urnas (naquele tempo de lona) com votos pára o candidato espoca bode. Fui um dos mais votados.

E assim, assumimos o carinhoso “espoca bode”. Na minha avaliação, esta brincadeira, serviu até para estabelecer maior grau de amizade e intimidade entre Oriximiná x Óbidos, cuja rivalidade, por exemplo, no futebol, que era grande, hoje não, todos são amigos e muito ligados uns aos outros. Afinal, Oriximiná é “filho” de Óbidos.

Anexo, os manifestos ”notas de embarque” das embarcações, que transportaram a farinha adquirida em Belém, pela Prefeitura Municipal de Oriximiná.

 



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h05
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CPI - como punir implicados?

Sem dúvida alguma, as letras CPI talvez sejam mais conhecidas e populares junto aos mais diversos segmentos da sociedade brasileira, graças à ação das nossas Casas Legislativas, que no uso de suas atribuições legais, tem lutado em desvendar negócios escusos e altamente prejudiciais ao erário, afora mostrar a Nação tipos de gente travestidos de empresários, banqueiros, políticos, funcionários (altos) públicos etc., etc., que na realidade não passam de desprezíveis e grotescos meliantes, pós-graduados em rapinagem.

“Há tratantes, bastante tratantes, para se conduzirem como gente honesta” proclamava Napoleão. Aqui se retrata a dificuldade em se colocar a mão em certos tratantes, o que aliás não é competência do Legislativo e a ação da Justiça, no final, tem que se ater as provas apresentadas no processo.

Claro que os leigos na difícil ciência do Direito, imaginam que o final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPl) ensejaria que as celas de nossas cadeias (já superpovoadas de peixes miúdos) ficassem repletas dos envolvidos nos escândalos, mas infelizmente não é bem assim. Não diríamos que seja complicado, mas o procedimento é estritamente técnico, na forma, aliás, da Lei.

Conclui-se no entanto, que o Brasil luta bravamente, desesperadamente para apontar a Nação, seus criminosos, seus comparsas e os seus beneficiados para ve-los punidos, não apenas com a simples perda do cargo ou mandato...

Não melhorou? Claro que sim! Agora praticar uma injustiça a um só que seja, implica em ameaças para todos, já nos ensinava Montesquieu. Portanto, vamos até o final e durante este tempo, que não será pouco, o bom é que a Nação toda se conscientize e já não mais aceite conviver com embusteiros, alguns até dando murros em cima de mesas (para impressionar as trouxas), se bem que longe daqui.

Devemos sim aprimorar e modernizar nossa legislação para que as letras iniciais CPI (de inquérito) não sejam traduzidas Como Punir Implicados, mas que sejam traduzidas como Condenados Por Improbidade - CPI.

*O aujtor publicou esta matéria dia 03/04/1997



Escrito por João Augusto Oliveira às 11h55
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Polinésia

Não sabe o que é? Mas sabe onde fica? É uma pena porque uma estação de TV de São Paulo, durante 1 hora, apresentou há algum tempo um documentário sobre este arquipélago, que fica a Oeste do Oceano Pacífico, a muitos e muitos quilômetros do Brasil.

O referido documentário mostrou as belezas, a riqueza da fauna e flora da Polinésia e ainda, se é que assim se possa chamar, o espetáculo propiciado pelas grandes e assíduas tormentas que fustigam e castigam as várias ilhas.

Não faltaram detalhes sobre o heroísmo dos seus desbravadores, como lá chegaram e como vive sua população. Tudo muito lindo. Aves, répteis, roedores, enfim, tudo foi alinhado cuidadosamente para melhor entendimento por parte do público, como até o tempo em que um coco fica ao sabor das ondas e como depois vem a germinar, etc.

Tudo muito interessante. Nem há dúvidas que alguém de espírito mais “jogado”, que tenha visto o programa, acabe por viajar à Polinésia ou pra lá até se mudar.

O que é curioso, não é o fato de se mandar uma equipe à Polinésia ou adquirir material de alguma produtora autônoma. Mas sim o fato de se exibir tão pouco aos brasileiros, as coisas extraordinárias que temos como a fantástica Amazônia. Tem alguma Polinésia que possa ser comparada a Amazônia?

Naturalmente que muitos deverão dizer: Mas nem só de Amazônia se pode viver. Claro! No entanto, não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar dinheiro e tempo. Os brasileiros têm coisas mais prioritárias a tratar e para tomar conhecimento. A população carece de espaço na mídia, para debater e apresentar propostas para tantos problemas que a aflige.

Se o programa objeto deste comentário não atingisse o “pobre dinheiro” do povo, tudo bem. Por exemplo: os aficionados em hípica mantêm um canal de TV só para difundir, transmitir e informar tudo sobre turfe. Mas à custa deles.

Que o referido canal divulgue “as Polinésias” do mundo inteiro, nada contra. Mas que primeiro se engaje no grande mutirão nacional por melhor qualidade das informações ao povo. Nos mais variados assuntos, como da preservação da natureza, pela vigilância constante na luta de melhoria de vida, como a prevenção de doenças, a profissionalização dos jovens, o amor pela terra abençoada que Deus nos concedeu. Mostrar aos brasileiros do Norte as belezas do Sul e vice versa

Finalizando, é bom só ressaltar que, o heroísmo dos desbravadores da Polinésia, como lá chegou e come vive a população é fantástica, mas, certamente não mais heróico, dos que desbravaram a Amazônia. Lembram da saga dos “soldados da borracha”, milhares, aliás, vitimados pela malária? Febre amarela? Naufrágios?

Que seja mostrado como vivem heroicamente os Amazônidas que habitam e trabalham às margens dos rios e igarapés, paranás e furos, nos lagos e mata adentro, cujas descendências estão por ser incluídos como cidadãos, hoje já com alguma esperança de se-lo, como se já não fossem os mais brasileiros dentre todos os brasileiros, nascidos das entranhas deste bendito solo do sententrião pátrio, por toda a sua coragem e valentia.



Escrito por João Augusto Oliveira às 11h20
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MÍDIA E A INVERSÃO DE VALORES

  

Chamados opinar sobre um quadro apresentado por um programa de TV, em que cenas de assassinatos se misturavam com golpes e outros atos desonestos, a manifestação dos telespectadores, segundo o apresentador, foi de total aprovação aos protagonistas, que pela astúcia e indignidade, acabam por ser aclamados como heróis não importando no julgamento os meios ilícitos, tão banalmente usados. Assim os fins justificariam os meios?

 

Ora, é merecedora de reflexão séria esta decisão. Será que a moral e dignidade, atributos essenciais a uma sociedade de povo civilizado, está tão em baixa assim?  Programa deste jaez, não será prejudicial, sobretudo àqueles que ainda estão no afã de encontrar seus ídolos, que possam tomar como exemplos de vida?

 

Sem o desejo de parecer como “paladino da moral e bons costumes”, é de se arriscar dizer, que com certeza muitos observadores mais atentos, ficaram estupefatos e preocupados com o apresentado.

 

Os meios de comunicação de massa como a TV, deveriam inverter certos procedimentos e, sem deixar de mostrar a realidade, indicar os comportamentos deploráveis e que estes, são sempre destinados ao fracasso (o crime não compensa). Jamais o enredo em imagens (nu e cru) deveriam passar para o telespectador, quaisquer tipo de incentivo, que possa potencializar instintos de indignidade e imoralidade.

 

Claro que exaltado deve ser o papel preponderante que a mídia nos propicia, no entanto, não é demais registrar seus pontos negativos (como em toda atividade), sobretudo porque ao público alcançado faltam as informações complementares ao assunto veiculado, cientificando-o das cominações legais que hipoteticamente adviriam da conduta criminosa e/ou imoral assumida, ou seja, as conseqüências do ato.

 

Assim, para melhor juízo dos telespectadores sobre os polêmicos assuntos abordados nos programas, seria de bom alvitre um maior empenho em esclarecer ao publico sobre o que é moral e imoral.



Escrito por João Augusto Oliveira às 17h52
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